Sagaranagens de Artur Rimbaud o Traficante de Escravas Brancas


05/03/2007


Flor da Lama

 

 

limo lesma lendas

não fosse essa lírica de carne e sangue

quando me aflora teu mangue

pele na flor da lama

na língua do mito e dos ossos

teu corpo meu pasto e cama

orsgasmo aqui entre as fendas

grávida de ti Manuel de Barros

 

no eco lógico das eras

e na mitologia das falas

esperma saliva pa/lavras

enquanto canibal eu me deito

quando em  Cuiabá me encontro

entre a  tua fauna e  a flora

e teu mato grosso deleito

lambendo o fio das horas

 

Artur Gomes & Michèle Sato

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Regulamento do Concurso de Contos – Josué Guimarães – Passo Fundo -

Veja aqui no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur rimbaud às 19h01
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Estrela de Fogo

 

Atiçais

tudo que em mim

ainda queima e arde

fogo com o sol da tarde

carne de maçã em desalinho

lua quando chega noite

por estas noites de março

entre os lençóis e o linho

um mar em nossa janela

estrela quando brilhante

acende meus olhos em brasa

e exalas por toda casa

até na matéria bruta

perfume de mulher

como açoite

faminto que sou como a fruta

e bebo teus lábios de vinho

 

Artur Gomes

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Escrito por artur rimbaud às 18h58
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A Traição das Metáforas

 

debaixo da sacada a escada torta

pássaro sem teto acima do delírio

coração de porco crava no oco da noite

a faca cega punhal de cinco estrelas

na constelação do cão maior

 

por onde úrsula nua passeia

dédala de Dande deusa de Dali lua de Dadá

no coração do pintor sem fronteiras

debaixo do pé de abóbora acima de pé de cajá

Malásia não é aqui Espanha não além/mar

Salvador não é Dali

A mulher que eu quero mesmo

É uma Dedé que não Dada

Bia de Dante do inferno

Itamarati Itamaracá

constelação usra menor

pra dada meu coração

pra Dedé não sou cantor

 

quando quero quero mesmo

espuma nylon pele tecido isopor

 

Artur Gomes

In BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas

Ed. Alpharrabio – 2000

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Escrito por artur rimbaud às 18h56
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Daime

 

quando estou no santo daime

daime tudo o que quiser

porque tudo o que quiser me dar

eu quero

pode ser gavião

andorinha urubu

ou quero quero

pode ser também

coruja mal-me-quer

be-me-quer ou até um beija-flor

quando estou no santo daime

daime tudo quanto for

 

Federio Baudelaire

http://federicobaudelaire.zip.net

 

Escrito por artur rimbaud às 18h50
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Goitacá Boy
naiman / artur gomes

ando por são paulo meio araraquara
a pele índia do meu corpo
em sua carne clara
juntei meu goitacá seu guarani
tupy or not tupy
não foi a língua que ouvi
na sua boca caiçara

para falar para lamber para lembrar
de sua língua
arco íris litoral como colar de uiara
é que eu choro como a chuva curuminha
mineral da mais profunda lágrima
que mãe chorara

para roçar para cumer para tocar
na sua pele urucun de carne osso
minha língua tara
sonha lamber do seu almoço
e ainda como um doido curuminha
a lamber o chão da Guanabara

 

Artur Gomes

Gravado no CD fulinaíma sax blues poesia

entre e ouça:

http://www.soundclick.com/fulinaimasaxbluesepoesia

 

Escrito por artur rimbaud às 18h47
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biologicamente fulinaímica falo

 

sensualidade em tua boca é mato

cama em que me basta e pasto

quando um deus fiat-lux

tendo a pólvora fez o fósforo

e deu-se a primeira explosão

bola de fogo sem limites

e nos espermas de uranos

michele sato já me disse

germinou-te  eva  e  afrodite

o ser da tropicália a tropicanAlice

e sendo adão homem primeiro

deu-me as mãos para o direito

em devorArte pela arte inteira

vênus qualquer  sendo  de marte

tens dentro da carne brasileira

poderosas fibras na textura

santa mulher nossa senhora

a profanação pela loucura

para  equilibrar o planeta onde mora

 

Artur Gomes

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Escrito por artur rimbaud às 18h46
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anjo em transe

 

lais quase um país de pele e pluma

palavra em que me canto quando clamo

por teu nome onde teu pai de sangue

e tua mãe de carne também moram

dentro do meu peito in chamas

quando as águas  me levaram búzios

e nos mares  lá se vão navios

 

quando as flores já  estão tecidas

pelos teus cabelos entre  os dourados fios

e os tecidos finos pelas fibras

do teu corpo  in sana

pulsos de algum anjo em transe

como os dentes quando abro a boca

num poema para incendiar os rios

 

Artur Gomes

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Escrito por artur rimbaud às 18h43
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antropofagicamente
cumer or not cumer?
: this is the question

se é para matar a fome aline
se é para matar a sede alice
se é para cumer teu nome
metáfora tropicana
lambe a tropicAnalice
e com a letra que restar
do sobrenome
reInvento a tropicália
vais me ter em sagarana
mordo teus lábios de cigana
e só tua boca me define

artur gomes

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Escrito por artur rimbaud às 18h40
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Jura secreta 9 

não fosse o teu amor  
o meu conforto 
e eu teu anjo torto 
como seria 

se a jura secreta 
não fosse mais que um poema 

e se eu não te amasse 
como glauber no cinema 
o que tenho aqui 
no corpo em transe 
a quem daria? 

 

Artur Gomes

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Escrito por artur rimbaud às 18h37
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