Memórias do Rio Um Grande Encontro
Memórias do Rio Um Grande Encontro
para Danielle Morreale
Dani-se
se ela me pisar nos calos
me cumer o fígado
me botar de quatro
assim como cavalo
galopar meus pêlos
devorar as vértebras
Dani-se
se ela me vier de unhas
me lascar os dentes
até sangrar meu sexo
me enfiar a faca
apunhalar meus olhos
perfurar meus dedos
Dani-se
se o amor for bruto
até mesmo sádico
neste instante lírico
se comédia ou trágico
quero estar no ato
e Dani-se o fato
deste sangue quente
nas veias dos infernos
deixa queimar os ossos
e explodir os nossos
poemas
pós modernos
a vida pesa quando vale
Dani-se: Morreale
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Na próxima quarta 15/8 o blog Caixa Preta
em parceria com Aliás Comunicação apresenta:
Vídeo Performance
Arte Poesia
entrevista exclusiva.
Acesse e assista:
Imperdível
contatos para shows:
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

eu também sou de piancó
e pra você não canto em dó
só canto em fá em mi em lá
e se estiver em sol
é só porque já fui de marte
vais me ver em qualquer parte
só porque fui margarida
jaguatirica cobra d´água
e noutro dia girassol
em teu jardim em teu quintal
lírio lama liz do mangue
flor também do pantanal
http://caldeiraofulinaimico.zip.net
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
Madrasta pode proibir enteada de ser cantada em verso e prosa ou prosa e verso?
Tema para o enredo da Mocidade Independente de Padre Olivácio para o Carnaval de 2008.
entre e na comunidade da Mocidade IN Dependente e deixe a sua opinião.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28920349

nalgum lugar em que eu nunca estive,
alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos
tem o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas
que me encerram,
ou que eu não ouso tocar
porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,
nalgum lugar
me abre sempre pétala por pétala
como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente)
sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,
de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda
a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
tradução: augusto de campos
musicado e gravado por zeca baleiro
no CD Líricas – MZA Music -

há que se ter cuidado
no abrir e fechar portas
que não entre
o que nos tire o sono
que não saia
o eu nos completa
há que se ter medo
no abrir e fechar portas
que não fique
o que azeda o vinho
pra que entre
aquele que desenhe estrelas
na nossa solidão
do livro: O Relógio de Alice
http://ademirbacca.blogspot.com

Auto-Retrato
eu gosto de pintar na cama
adoro as mulheres brancas
elas tem cheiro a leite
e me chamam de oiticica
não sou de vila rica
mas adoro o doce deleite
curitibano de fato
pinto o auto-retrato
moldurado a três por quatro
e boto meu bloco na rua
para ver como é que fica
já pintei a dona zica
e tracei o borba gato
Federico Baudelaire
http://federicobaudelaire.zip.net

deusa dos lençóis de toda cama
eu sou Rainha da Noite
na Mangueira no Salgueiro
Mocidade e na Portela
eu já nasci Federika
nunca me fiz de donzela
já reinei na Imperatriz
nunca disfiz meu Império
Dama de todas as camas
Deusa imperial da orgia
eu já nasci para o samba
até morrer na Putaria
das Entradas e Bandeiras






ela tinha um jeito gal – fatal
vapor barato
toda vez que me trepava as unhas
como um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra
cigana ébria vomitando doses
do seu canto
uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de insetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu
a morte não é muito mais
que um plug elétrico
um grito de guitarra uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha na carne inicial
de quem morreu
?
In Artur CarNAvalha Gumes (1995)
e fulinaíma sax blues poesia(2002)
III Belo Poético – 12 a 15 – julho 2007
http://cladeiraofulinaimico.zip.net
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm






Eu sou do samba
Do babado do pagode
Com meu gingado ninguém pode
Mexo de cima em baixo
Deixo o nego no chinelo
Nem vem seu Federico
Com esses óculos de colher
Dizer que gosta de mulher
Que me come coisa e tal
Te conheço desde o outro carnaval
E tu bem sabes do que gosto
Que o meu Rei agora Castro
Me assanha me devora
Ave César com seu mastro
Me pincela fauna e flora
Gigi da Bateria – Verdadeira e Única
Diretora da Ala das Rainhas
da Mocidade Independente de Padre Olivácio





Marko Andrade & Trio
Show de Lançamento do CD
Dia 3/5 – 20:00h – Espaço Plural
Artur Gomes – Intervenções Poéticas
Dias 2, 3 e 9/5 – 19:00h – Espaço Plural
Exposição: poemas de Artur Gomes & Marko Andrade
Fotos: Rita Barreto + teatro.cinema.cultura popular
De 2 a 15 maio 2007 – Sesc Campos
Programação na agenda do site:
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
engenho 484
para Jiddu Saldanha
arrancar do gesto a palavra chave
da palavra a imagem xis
tudo por um risco
tudo por um triz
o trem bala
cospe esqueletos
no depósito da central
fuzil pode ser nosso brinquedo
- novo enredo -
para o próximo carnaval.
mostra visual de poesia brasileira

uma caneta pelo amor de Deus
uma máquina de escrever
uma câmera por favor
um computador
nem que seja pós/moderno
vamos fazer um filme
vamos criar um filho
deixa eu amar a Lídia
que a mediocridade
desta idade mídia
não coca cola mais
nem aqui nem no inferno
http://caldeiraofulinaimico.zip.net
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
Aldeia Afro Tupy
exposição.teatro.música.poesia.cultura popular
2 a 15 maio 2007 – Sesc Campos

limo lesma lendas
não fosse essa lírica de carne e sangue
quando me aflora teu mangue
pele na flor da lama
na língua do mito e dos ossos
teu corpo meu pasto e cama
orsgasmo aqui entre as fendas
grávida de ti Manuel de Barros
no eco lógico das eras
e na mitologia das falas
esperma saliva pa/lavras
enquanto canibal eu me deito
quando em Cuiabá me encontro
entre a tua fauna e a flora
e teu mato grosso deleito
lambendo o fio das horas
Regulamento do Concurso de Contos – Josué Guimarães – Passo Fundo -
Veja aqui no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm