Sagaranagens de Artur Rimbaud o Traficante de Escravas Brancas


31/03/2008


Memórias do Rio Um Grande Encontro

Escrito por artur rimbaud às 12h47
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09/08/2007


 

Morreale

para Danielle Morreale

 

Dani-se

se ela me pisar nos calos

me cumer o fígado

me botar de quatro

assim como cavalo

galopar meus pêlos

devorar as vértebras

 

Dani-se

se ela me vier de unhas

me lascar os dentes

até sangrar meu sexo

me enfiar a faca

apunhalar meus olhos

perfurar meus dedos

 

Dani-se

se o amor for bruto

até mesmo sádico

neste instante lírico

se comédia ou trágico

quero estar no ato

e Dani-se o fato

deste sangue quente

nas veias  dos infernos

deixa queimar os ossos

e explodir os nossos

poemas

pós modernos

 

a vida pesa quando vale

Dani-se:  Morreale

 

Artur Gomes

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

Escrito por artur rimbaud às 14h35
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Especial Artur Gomes

 

Na próxima quarta 15/8 o blog Caixa Preta

em parceria com Aliás Comunicação apresenta:

 

Vídeo Performance

Arte Poesia

entrevista exclusiva.

Acesse e assista:

 

Imperdível

www.caixapreta.blog.br

 

Artur Gomes

contatos para shows:

arturgomes@fulinaima.com.br

 

http://arturgomes.zip.net

http://jurassecretas.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

www.alias.com.br

Escrito por artur rimbaud às 07h31
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10/06/2007


Fauna & Flora

 

eu também sou de piancó

e pra você não canto em 

só canto em fá em mi em lá

e se estiver em sol

é só porque já fui de marte

vais me ver em qualquer parte

só porque fui margarida

jaguatirica cobra d´água

e noutro dia girassol

em teu jardim em teu quintal

lírio lama liz  do mangue

flor também do pantanal

 

Artur Gomes

http://arturgumes.zip.net

http://caldeiraofulinaimico.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Madrasta pode proibir enteada de ser cantada em verso e prosa ou prosa e verso?

Tema para o enredo da Mocidade Independente de Padre Olivácio para  o Carnaval de 2008.

entre e na comunidade da Mocidade IN Dependente e deixe a sua opinião.

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28920349

 

 

 

Escrito por artur rimbaud às 07h56
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06/06/2007


nalgum lugar

 

nalgum lugar em que eu nunca estive,

alegremente além

de qualquer experiência, teus olhos

tem o seu silêncio:

no teu gesto mais frágil há coisas

que me encerram,

ou que eu não ouso tocar

porque estão demasiado perto

 

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra

embora eu tenha me fechado como dedos,

nalgum lugar

me abre sempre pétala por pétala

como a Primavera abre

(tocando sutilmente, misteriosamente)

sua primeira rosa

 

ou se quiseres me ver fechado, eu e

minha vida nos fecharemos belamente,

de repente

assim como o coração desta flor imagina

a neve cuidadosamente descendo em toda

a parte;

 

nada que eu possa perceber neste universo iguala

o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura

compele-me com a cor de seus continentes,

restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

 

(não sei dizer o que há em ti que fecha

e abre; só uma parte de mim compreende que a

voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)

ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

 

e. e. cumings

tradução: augusto de campos

musicado e gravado por zeca baleiro

no CD Líricas – MZA Music -

 

Escrito por artur rimbaud às 06h29
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dos cuidados com as portas

 

há que se ter cuidado

no abrir e fechar portas

 

que não entre

o que nos tire o sono

 

que não saia

o eu nos completa

 

há que se ter medo

no abrir e fechar portas

 

que não fique

o que azeda o vinho

pra que entre

aquele que desenhe estrelas

na nossa solidão

 

Ademir Bacca

do livro: O Relógio de Alice

http://ademirbacca.blogspot.com

 

Escrito por artur rimbaud às 06h26
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Auto-Retrato

eu gosto de pintar na cama
adoro as mulheres brancas
elas tem cheiro a leite
e me chamam de oiticica
não sou de vila rica
mas adoro o doce deleite
curitibano de fato
pinto o auto-retrato
moldurado a três por quatro
e boto meu bloco na rua
para ver como é que fica
já pintei a dona zica
e tracei o borba gato

Federico Baudelaire
http://federicobaudelaire.zip.net



Escrito por artur rimbaud às 06h24
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deusa dos lençóis de toda cama

 

eu sou Rainha da Noite

na Mangueira no Salgueiro

Mocidade e  na Portela

eu já nasci Federika

nunca me fiz de donzela

já reinei na Imperatriz

nunca disfiz meu Império

Dama de todas as camas

Deusa imperial da orgia

eu já nasci para o samba

até morrer  na Putaria

 

Federika DuBoi

das Entradas e Bandeiras

http://ladygumes.zip.net

 

Escrito por artur rimbaud às 06h21
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05/06/2007


Black billy

 

ela tinha um jeito gal – fatal

vapor barato

toda vez que me trepava as unhas

como um gato

cantar era seu dom

chegava a dominar a voz

feito cigarra

cigana ébria vomitando doses

do seu canto

 

uma vez só subiu ao palco

estrela no hotel das prateleiras

companheira de ratos

na pele de insetos

praticando a luz incerta

no auge do apogeu

 

a morte não é muito mais

que um plug elétrico

um grito de guitarra uma centelha

logo assim que ela começa

algo se espelha na carne inicial

de quem  morreu

?

 

Artur Gomes

In Artur CarNAvalha Gumes (1995)

e fulinaíma sax blues poesia(2002)

III Belo Poético – 12 a 15 – julho 2007

http://arturgomes.zip.net

http://cladeiraofulinaimico.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por artur rimbaud às 21h03
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Ave César

 

 

Eu sou do samba

Do babado do pagode

Com meu gingado ninguém pode

Mexo de cima em baixo

Deixo o nego no chinelo

Nem vem seu Federico

Com esses óculos de colher

Dizer que gosta de mulher

Que me come coisa e tal

Te conheço desde o outro carnaval

E tu bem sabes do que gosto

Que o meu Rei agora  Castro

Me assanha me devora

Ave César com seu mastro

Me pincela fauna e flora

 

Gigi da Bateria Verdadeira e Única

Diretora da Ala das Rainhas

da Mocidade Independente de Padre Olivácio

http://ladygumes.zip.net

 

Escrito por artur rimbaud às 20h56
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26/04/2007


Aldeia Afro Tupy

 

Marko Andrade & Trio

Show de Lançamento do CD

Dia 3/5 – 20:00h – Espaço Plural

Artur Gomes – Intervenções Poéticas

Dias 2, 3 e 9/5 – 19:00h – Espaço Plural

Exposição: poemas de Artur Gomes & Marko Andrade

Fotos: Rita Barreto + teatro.cinema.cultura popular

De 2 a 15 maio 2007 – Sesc Campos

Programação na agenda do site:

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

engenho 484
 para Jiddu Saldanha

arrancar do gesto a palavra chave
da palavra a imagem xis
tudo por um risco
tudo por um triz

o trem bala
cospe esqueletos
no depósito da central

fuzil pode ser nosso brinquedo
- novo enredo -
para o próximo carnaval.
 

Artur Gomes

http://poeticas.zip.net

http://jurassecretas.zip.net

mostra visual de poesia brasileira

http://arturgumes.zip.net



Escrito por artur rimbaud às 09h51
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15/04/2007


Escrito por artur rimbaud às 10h36
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Ind/gesta

 

uma caneta pelo amor de Deus

uma máquina de escrever

uma câmera por favor

um computador

nem que seja pós/moderno

 

vamos fazer um filme

vamos criar um filho

deixa eu amar a Lídia

que a mediocridade

desta idade mídia

não coca cola mais

nem aqui nem no inferno

 

Artur Gomes

http://arturgomes.zip.net

http://caldeiraofulinaimico.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Aldeia Afro Tupy

exposição.teatro.música.poesia.cultura popular

2 a 15 maio 2007 – Sesc Campos

Escrito por artur rimbaud às 10h36
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30/03/2007


Escrito por artur rimbaud às 12h10
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05/03/2007


Flor da Lama

 

 

limo lesma lendas

não fosse essa lírica de carne e sangue

quando me aflora teu mangue

pele na flor da lama

na língua do mito e dos ossos

teu corpo meu pasto e cama

orsgasmo aqui entre as fendas

grávida de ti Manuel de Barros

 

no eco lógico das eras

e na mitologia das falas

esperma saliva pa/lavras

enquanto canibal eu me deito

quando em  Cuiabá me encontro

entre a  tua fauna e  a flora

e teu mato grosso deleito

lambendo o fio das horas

 

Artur Gomes & Michèle Sato

http://arturgomes.zip.net

http://arturgumes.zip.net

http://fulinaima.blogspot.com

Regulamento do Concurso de Contos – Josué Guimarães – Passo Fundo -

Veja aqui no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur rimbaud às 19h01
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